A grande quantidade de informações circuladas, os estereótipos criados, os diferentes grupos sociais formados e o ''way of life' da pós-modernidade que é lançado através da mídia influência diretamente no comportamento das pessoas, que se moldam para poder sentir que estão incluídos nessa nova sociedade contemporânea. Presenciamos atualmente uma coletividade de personalidade, do corpo perfeito, do Ser consumidor.
Vivemos em uma época em que o sujeito está em metamorfose constante, crianças se comportam como adultos e adultos se comportam como crianças. As mulheres, mais afetadas, por esse desejo de serem aceitas nessa sociedade que exalta o belo e o novo, buscam a todo custo a jovialidade através da estética perfeita, do vestuário e do modo de agir. Para viver em ''harmonia'' com essa nova situação é necessário então tornamos cópias desses diferentes padrões estabelecidos.
A pessoa que nasce nessa era social, já cresce em trono do modismo cultural, do efêmero do supérfluo e do consumo descartável. Um fator determinante para essas mudanças é o incentivo ao consumo, o individuo compra no intuito de obter uma forma de ser inserido nesse contexto social, aconteceu uma inversão de valores onde ter roupas de marca, cabelo da moda, dinheiro e corpo escultural é mais exaltado do que ter um bom caráter, dignidade ou honestidade.
Convivemos com uma grande valorização do Eu enquanto a palavra ''próximo'' nos parece esquecida. Decorrente do processo de metamorfose o sujeito acaba perdendo traços da sua personalidade, surge uma homogeneidade de ideais e são tantos vivendo para si e por si que esse contexto social que vivemos tornou-se uma sociedade em que a individualidade passou a ser coletiva.
{ Beatriiz Araujo }
Gostei dessa sua observaçao:"a individualidade passou a ser coletiva". É uma tendência incentivada pelo mercado: ele lucra mais se for assim. Pensar em economia solidária, menos consumo p/ que as gerações futuras não fiquem com um legado catastrófico, isso e tudo mais, desinteressa ao sistema do capital.
ResponderExcluirMas há quem (de uma forma ou de outra) procure viver na contra-mão. A esperança é que esses criem teias para multiplicar os fios e gerar uma comunidade - ainda que micro - mais parecida com a humanidade...
Abraço, Beatriz!